MPRJ abre inquérito para apurar atuação de seguranças no Carnaval de Areal

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou inquérito civil para investigar a atuação de agentes de segurança privada durante o Carnaval de Areal, no Centro-Sul Fluminense. A apuração foi aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Três Rios após o recebimento de imagens que registram uma confusão durante os festejos.

Nos vídeos encaminhados ao órgão e analisados no âmbito da investigação, é possível observar intervenções consideradas violentas por parte dos agentes. As gravações mostram pessoas sendo atingidas repetidamente, inclusive quando já estavam caídas no chão, o que levantou questionamentos sobre a proporcionalidade da ação e o possível uso excessivo da força.

De acordo com o MPRJ, os elementos preliminares indicam indícios de irregularidades na contenção dos envolvidos na ocorrência. Além da análise da conduta dos profissionais que atuavam na segurança do evento, o Ministério Público requisitou à Prefeitura de Areal documentos e informações relacionadas ao contrato firmado com a empresa responsável pelo serviço, a fim de verificar a regularidade da contratação, as cláusulas previstas e os protocolos de atuação adotados.

O inquérito civil é um procedimento administrativo utilizado pelo Ministério Público para apurar possíveis violações a direitos coletivos ou irregularidades na gestão pública. Ao término das diligências, o órgão poderá arquivar o caso, recomendar ajustes e medidas corretivas ou, caso identifique ilegalidades, propor ação judicial cabível.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da empresa mencionada nas investigações nem da Prefeitura de Areal sobre os fatos registrados nas imagens. A apuração segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências.

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